Alguns dizem que a vida é escrita corretamente em linhas tortas, ou seja, todos nós temos um propósito, por mais que seja estranho e totalmente confuso, ao final de nosso trajeto encontraremos o significado de tudo pelo que passamos.
Talvez eu encontre, talvez não, quem sabe. Mas aprendi algo que nenhuma pessoa poderia me ensinar, apenas um cachorro. Tem gente que diz que cachorros, gatos, papagaios ou qualquer tipo de animal deve ser considerado igualmente a qualquer pessoa.
Para mim, não devemos tratá-los como pessoas. Primeiramente devemos saber respeitar e admirar suas qualidades e defeitos, saber seus pontos fortes e pontos fracos, até porque o que nos torna tão especiais são as nossas diferenças. Não é a toa que existem diversos tipos de cabelos, peles, olhos, boca e diversas outras.

Aprendi que devemos ser companheiros, acompanhar a todo momento as pessoas das quais amamos, mas que também devemos deixá-los de lado para aprender a caminhar sozinhos.
Que sofram, chorem, esperneiem e fiquem com muito ódio. Será muito interessante o quanto uma pessoa pode crescer diante as dificuldades. Também soube que devemos ser pacientes, saber esperar a hora certa de agir, trabalhar no momento exato para que aja precisão e sucesso completo.
Soube também que a duração da vida é relativa, o que para uns duram uma eternidade, para outros a vida é curta demais para podermos desfrutar de tudo o que ela pode nos oferecer. Não existe aquela história de que a cada ano humano equivale a uns 7 ou 8 anos caninos? Pois é, a vida não é justa para todos.
Quem dera meu companheiro poder ver meu crescimento, desde o começo até o final. Meus primeiros dias de aula, as baladas, ver meus amigos e celebrar minha formatura. Mas não é só meu companheiro que também não poderá acompanhar minha jornada até o fim, pessoas das quais amamos irão partir, deixando buracos dos quais nunca serão preenchidos.
Aprendi que sempre devemos ser educados e agradecidos a nos que é dado, principalmente as coisas das quais conquistamos, até porque ninguém sabe o quanto foi difícil alcançar nossos objetivos, e também os sonhos dos quais tivemos que abrir mão para realizar outros.

E lá se foi diante de meus olhos aquele que foi o único do qual sempre me compreendeu, e que me ensinou tantas coisas que nem tenho como citar. Atitude, coragem, persistência, perseverança, humildade, ternura e, principalmente amor e companheirismo.
No final virei o que as mulheres chamam de cachorro, apelido do qual se assimila a safado, sem vergonha, articuloso e boa lábia. Pois é, meu cachorro me ensinou muito bem a como viver a vida intensamente. E outra coisa, nunca tive um cachorro.